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Possível sinal vindo de ETs não pode ainda ser descartado por astrônomos

Via Láctea e Constelação Sagitário. Crédito: Terrence Dickinson via NASA
Quase quatro décadas após ter sido recebido, os astrônomos ainda não podem dizer com 100% de certeza se o sinal “Wow!” não foi um farol interestelar de uma civilização alienígena longínqua.  Mas o sinal – que ganhou o apelido de Wow! após um astrônomo escrever essas letras na margem da folha de dados – nunca foi captado novamente.
Mesmo assim, Bob Dixon, diretor na época do programa de Procura por Inteligência Extraterrestre (SETI) da Universidade de Ohio, uma vez disse-me que o sinal tinha que ter originado pelo menos à uma distância além da Lua.
sinal vindo de ETs
Sinal ‘Wow!’, ainda não foi descartado totalmente como tendo sido enviado por alienígenas.
O que se sabe é que o sinal foi recebido após as 23h00, horário local, em 15 de agosto de 1977, no agora extinto Rádio Observatório Big Ear.  Sua posição no céu veio da direção do agrupamento estelar M55, na constelação de Sagitário.  Ainda mais importante, ele pareceu muito próximo da linha de emissão estreita de hidrogênio a 1420 megahertz, uma região de rádio considerada há muito como uma frequência com potencial interestelar para saudar civilizações alienígenas.  Na época, ele também foi o sinal candidato mais forte que o SETI havia captado.
Dan Werthimer, cientista chefe do programa SETI da Universidade da Califórnia em Berkeley, me disse, “Então, Wow! era apropriado”.  Mas ele diz que o sinal seria mais convincente se tivesse aparecido um atrás do outro, junto aos dois fachos diferentes de observação de rádio do Big Ear.
Isso, diz Werthimer, seria mais uma indicação de que se tratava de um farol de rádio artificial de uma fonte interestelar. Mas ocasionalmente vemos Interferência de Frequência de Rádio (IFR) que é modulada de forma que a faz parecer como se fosse de uma fonte distante, diz Werthimer. Porém, ele enfatiza que, se o sinal fosse realmente vindo de extraterrestres, e fosse observado pelo telescópio por pelo menos alguns minutos, a fonte do sinal deveria ter se movido de uma facho para outro.
“Ele não fez isso”, disse Werthimer. “Assim, estou 99% confiante de que o sinal dos caras do Observatório da Universidade de Ohio era IFR.”
Ainda, há outra possibilidade de que o sinal originou além da Lua, mas foi produzido por dois cometas ativos que orbitam nosso sistema solar. Isto é, dentro da vizinhança da posição no céu do sinal ‘Wow!’.
Um trabalho publicado em 2015 pela Academia de Ciências de Washington propôs que durante o verão de 1977, os cometas 266P/Christensen e P/2008 Y2 (Gibbs) “estavam transitando na vizinhança do agrupamento de estrelas Chi Sagittarii” e produziram uma enorme nuvem de hidrogênio ao redor de seu núcleo.  Devido o fato da frequência do ‘Wow!’ ser próxima da missão de rádio por hidrogênio, o trabalho apontou que estas nuvens de hidrogênio de cometas seriam grandes candidatas como fonte do sinal.
A hipótese do cometa parece um pouco plausível, mas eu ainda não acredito. Se este fenômeno cometário fosse de alguma forma estatisticamente frequente, os pesquisadores provavelmente teriam captado algo similar pelos últimos 50 anos. E, pelo que sei, esta é a primeira vez que alguém arguiu que tais emissões de banda estreita são originárias de um cometa.
Minha presunção pessoa é a de que o sinal não foi IFR. Mas mais provavelmente, ele foi o produto de algum fenômeno astrofísico muito distante ou anormal e/ou mal compreendido.
Não estou dizendo que os ETs não estão lá fora em algum lugar, mas a probabilidade de que somente receberíamos um sinal solitário de rádio, o qual nunca foi repetido e nunca poderia ser readquirido, também não parece plausível.
A maioria das pessoas pode viver com o fato de não poder haver ninguém lá fora. Alguns preferem a noção de que somos o país final não descoberto num cosmos fervilhando com vida inteligente. Mas poucos gostam da ideia de que quase perdemos um telefonema extraterrestre.
Porém, Werthimer diz que, ou a elevação e queda na intensidade do sinal ‘Wow!’ foi na verdade algo intrínseco do sinal – neste caso teria que ser IFR, ou se os sinal veio de uma fonte distante, então ele seria constante em potência e sua elevação e queda em potência seria devido à rotação da Terra.
A remota possibilidade de que ele seja a coisa real é o que faz do sinal Wow! tão assombroso.  Você não pode descartá-lo como sendo uma Interferência de Frequência de Rádio (IFR) até que ‘as vacas venham para casa’. Mas, como o próprio Werthimer reconheceu de forma relutante:
"Não podemos descartar ET."
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