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A Grande Esfinge é mais velha do que dizem, e ela guarda um grande segredo

Esfinge é mais velha do que dizem
Esfinge é mais velha do que dizem
Gizé, Egito — Esfinge ao pôr-do-Sol — Imagem: Jim Zuckerman/Corbis

Há um quarto de século atrás, os pesquisadores Robert Schoch e Robert Bauval estavam no centro de dois debates controversos sobre egiptologia:
Schoch, com seu redirecionamento geológico da Grande Esfinge a um período anterior ao seu suposto construtor, o Faraó Quéfren; E Bauval, com sua “Teoria da Correlação de Orion”, que sugeriu que as três pirâmides famosas de Gizé foram projetadas para imitar as estrelas no “cinturão” da constelação de Orion.
Agora, em 2017, Schoch e Bauval juntaram-se novamente para rever o debate da Esfinge.
Seguindo sua recente colaboração no livro, Origins of the Sphinx, (A Origem da Esfinge – título em tradução livre) a dupla agora – juntamente com o pesquisador independente Manu Seyfzadeh – publicou um artigo acadêmico intitulado “A New Interpretation of a Rare Old Kingdom Dual Title: The King’s Chief Librarian and Guardian of the Royal Archives of Mehit (Uma Nova Interpretação de um Raro Título Duplo de um Antigo Reino: O Bibliotecário Chefe e Guardião do Rei dos Arquivos Reais de Mehit – em tradução livre (download do PDF completo do livro, em inglês, disponível a partir da página do resumo).
Não deixe o título bastante ruim te enganar – o trabalho continua na mesma linha que as anteriores teorias egiptológicas radicais de Schoch e Bauval.
Eles apontam algumas evidências textuais (isto é, hieróglifos) que sugerem que a Esfinge antecede o reinado de Quéfren por muitos séculos – e também que os hieróglifos que a representam podem ser sugestivos de que a Esfinge seja guardiã de um “salão de registros” oculto.
Uma das críticas mais pontuais sobre a ideia da Grande Esfinge ser mais antiga é que não existe evidência escrita provando que um monumento parecido com um leão tenha sido construído no Palácio de Gizé antes da data de criação atualmente aceita, que é durante o Reino Antigo, cerca de 2500 A.C. Neste artigo, gostaríamos de abordar essa afirmação, mostrando provas contrárias.
Os pesquisadores Seyfzadeh, Schoch e Bauval se concentram em uma parte do título de vários vizires dos faraós do reino antigo, que ainda não foram devidamente traduzidos.
O título oficial é composto por sete hieróglifos distintos, alinhados verticalmente: Machado – Junco e Tinteiro- Caniço- Pão – Machado- Vara Curvada – Leoa Deitada.
Os últimos dois símbolos – a “Vara Curvada” e o “Leoa Deitada”, que são estranhamente combinados, com um objeto semelhante à uma haste conectada à parte de trás da leoa – confundiram os tradutores até agora.
O título foi rastreado de volta aos primórdios do Egito Dinástico, sendo encontrado em selos de Narmer impressos em fechaduras de argila amarela usadas para lacrar os recipientes e as malas com segurança.
Mas até agora ninguém conseguiu explicar por que a haste dobrada emerge (ou entra) na parte de trás de uma leoa, ou a conexão do símbolo combinado com o escribas / vizires reais e fechaduras usadas para lacrar os recipientes. No entanto, o trio de pesquisadores diz que agora têm uma possível teoria:
Acreditamos que o significado mais provável [para o símbolo da haste] é “chave” … Sabe-se que os antigos egípcios desenvolveram um dispositivo de tranca e chave para a segurança de uma entrada por pelo menos o Reino Médio.
Até então, a chave era um objeto parecido com uma escova de dentes, usado para deslocar pinos de madeira que obstruíam um parafuso de madeira.
No entanto, não pensamos que esta palavra se manteve por conta própria. Em vez disso, em combinação com Mehit, formulou o conceito mais abstrato de um guardião, explicando por que foi usado como um símbolo em selos impressos em fechaduras de argila para proteger bens de túmulos, como recipientes e bolsas.
Aqui, podemos agora associar escribas a uma instalação segura de bloqueio, dedicada a uma deusa leoa ou, de fato, a instalações feitas na forma de uma leoa deitada. Isso também é corroborado pela forma como o símbolo da haste ostensivamente entra na parte de trás da leoa, como se o último fisicamente carregasse o bloqueio pertencente a esta chave.
A escolha mais óbvia para uma localização “em forma de leoa deitada”, dizem os três pesquisadores, “deve ser a monumental grande esfinge no platô de Gizé. E o que poderia ser as ” instalações” na Esfinge?”
A sondagem sísmica também revelou um espaço oco sob a pata do norte da Grande Esfinge e as demarcações e a geometria do sinal sugerem que este espaço foi feito pelo homem, aumentando a intrigante possibilidade de um cofre de pedras escondido e seguro dentro da rocha sob a Grande Esfinge, onde os registros antigos podem ter sido mantidos.
Seyfzadeh, Schoch e Bauval acreditam que o nome da Grande Esfinge durante o Reino Antigo e até antes era Mehit, uma deusa felina. E eles observam que pode haver alguma evidência física adicional para vincular os dois.
Eles apontam “uma característica peculiar da área do pescoço da Grande Esfinge” – uma crista oblíqua de calcário – pode imitar os anéis ornamentais retratados em alguns dos hieróglifos estranhos do “leão deitado”.
Embora seja desconhecido se os hieróglifos foram modelados na Esfinge, ou a Esfinge nos hieróglifos.
Em resumo, os pesquisadores dizem …
… apresentamos evidências escritas, hieroglificamente que:
A) dois títulos, até agora traduzidos de forma incompleta, um depois do outro, conferidos a Hemiunu, Wepemnefret e Hesy-Re, estão entrelaçados semanticamente no contexto da supervisão da criação e armazenamento seguro de documentos de escribas;
B) o armazenamento seguro foi simbolizado de forma concreta por um dispositivo parecido com uma chave, de forma metafórica, “bloqueando” a deusa egípcia superior Mehit;
C) esta metáfora mítica do aspecto de Mehit como uma guardiã leoa deitada, tão simbolizada, baseou-se em sua contrapartida física e monumental em pedra no Planalto de Gizé, muito antes da Quarta Dinastia, corroborando evidências arqueo-astronômicas, geológicas e sismográficas anteriores de que a Grande Esfinge é uma modificação de um monumento muito mais antigo; e
D) embaixo deste monumento está uma fachada ornamentada similar a um palácio, e construída pelo homem, e um cofre lacrado com câmaras conhecidas pelos reis da 1ª e  da 18ª Dinastias, corroborando também a evidência sismográfica anterior de abertura não aleatória, provável, feita pelo homem, abaixo da zona nordeste da Grande Esfinge.
Nossa interpretação desta evidência textual é inequivocamente testável e inicialmente só requer um pequeno furo e equipamentos ópticos para explorar esse vazio já conhecido.
E para aqueles que podem estar dizendo: “talvez o leão deitado seja apenas uma imagem de um leão recostado?”, Seyfzadeh, Schoch e Bauval talvez tenham uma das respostas que mais merecem ser citadas ​​em um artigo acadêmico:
“Não se insere uma chave em uma leoa real”.
Bem, não, a menos que você tenha boas pernas para correr…

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